Diálogo Entre Corações reuniu Sérgio Lopes e Raul Teixeira

sergio e raulDIÁLOGO ENTRE CORAÇÕES é projeto que tem reunido o psiquiatra Sérgio Lopes e o médium Raul Teixeira (Foto). A primeira edição ocorreu ano passado. Na ocasião, auditório da UCPel, Raul superou a limitação física e comunicou-se com o público. No sábado (22/04/17), com o Guarany lotado, expectativa por alguma manifestação do médium. Afinal, são quarenta anos como orador. E, ao fim do evento, pausadamente, ele foi ao microfone e ressaltou os 160 anos de “O Livro dos Espíritos”.

 Também mencionou sobre o AVC, há cinco anos, durante voo. Ele relatou que teve visões e achou que iria morrer. Até que o espírito do médico Bezerra de Menezes comunicou: “Você não vai morrer”. Raul expressou: “Vejo agora tudo que aprendi na doutrina. Não sofro, tenho muitos amigos que oram por mim. Deus é bom demais pra mim. E falta muito a apreender sobre o evangelho de Jesus”

Recuperando-se de acidente vascular cerebral (AVC), Espírita Raul Teixiera completa Cinquenta Anos de Mediunidade.
Em 1984 ele esteve pela primeira vez em Pelotas. Dez anos depois, após inúmeras conferências, foi homenageado com o título de Cidadão Pelotense.  No sábado, o educador e escritor Raul Teixeira, fluminense de Niterói, participou de programação especial.  Orador espírita com quarenta anos de palestras e explanações, em fase recente Raul está fragilizado.  Há cinco anos, durante voo, ele sofreu AVC. Desde então, sua fala está limitada. Dedicado à rotina com fisioterapia e tratamento fonoaudiológico, gradativamente tem se comunicado melhor. No Theatro Guarany repleto, Raul foi homenageado com placa.
Ele está comemorando Cinquenta Anos de Mediunidade.  No evento “Raul e Nós”, um Diálogo Entre Corações”, realização do Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, Lar Espírita Assistencial Irmão Fabiano de Cristo, e Sociedade Espírita Assistencial Dona Conceição, com apoio da Liga Espírita Pelotense (LEP), o palestrante foi o médico psiquiatra Sérgio Lopes.  O cerimonial foi conduzido por Edenir Madeira – Departamento de Comunicação da LEP -, e à mesa participaram:  Alexandre Colvara (Conselho Regional Espírita 5ª Região, representando a Federação Espírita do Rio Grande do Sul/FERGS); Eliane Bittencourt (Vice-Presidente da LEP); Teltz Cardoso Farias (Santa Maria); Lucas Stahlecker (Centro Espírita Paz, Amor e Caridade); Nara Nogueira (Lar Assistencial Fabiano de Cristo); Ieda Scaletscky (Sociedade Dona Conceição).

FELICIDADE – Dupla serteneja “Raul e Sérgio”.  Descontração do Psiquiatra Sérgio Lopes, ao mencionar a sequência da parceria com o médium Raul Teixeira.  Afinal, a exemplo do ano passado, diante da limitação de Raul, a palestra ficou a cargo de Lopes.  No encerramento, durante instantes, Raul comunicou-se com o público.  Na fala de Lopes, ênfase na felicidade:  “Raul conosco é festa e comemoração, pois podemos desfrutar da convivência com ele.  Na sua trajetória, sempre abordou acerca das questões espirituais que a Doutrina oferece.  Mas, se os conceitos são claros, difícil é vivenciá-los, passarmos da teoria para a prática.
E agora estamos diante de demonstrações vivas, da atitude de um ser humano.  No capítulo quinto do Evangelho Segundo O Espiritismo de Allan Kardec, consta o tópico “A Felicidade Não é Deste Mundo”.  A máxima está associada com o que geralmente se considera como fonte de felicidade: Fama; Prestígio; Poder; Riqueza.  Essa mensagem tem mais de dois mil anos, e distingue o senso material e a vida espiritual.  Vivenciamos o paradigma advertido por Jesus, ou seja, queremos ser felizes através de coisas impossíveis.  Outra questão é que, neste plano, sofremos, passarmos por provações e expiação.  Ora, essa é a continuidade do discurso Judaico-Cristão.  Então, a doutrina espiritual em consonância com o dia-a-dia.  Mas, de fato, o que é a felicidade?  Quem deseja ser feliz?  Para o enfermo, felicidade é recuperar a saúde.  Para o inquilino que paga o aluguel, a perspectiva é a casa própria.  Para o desempregado, a oportunidade de trabalho.   Para o carente afetivo, a chance de amar.  No entanto, se observarmos tais exemplos, após um ano, a postura será diferente.
Para aquele que estava doente, talvez nem lembre do que sofreu.  Para o inquilino, após os meses iniciais na casa nova, aquela janela que admirava, vai se tornando invisível.  O desempregado, já de volta ao mercado, vai percebendo que o salário não é o ideal, que pode estar sendo explorado pelo empregador.  O casal, que considerava o encontro como “almas gêmeas”, pode expressar saudade da época como solteiros. Então, parece que Deus primeiro maltrata, para depois premiar.  Num dos livros de Raul Teixeira, porém, está o capítulo “A Felicidade é Deste Mundo”.  Conforme explica, é uma ideia equivocada a vocação para o sofrimento.  No “Livro dos Espíritos”, que está completando 160 anos, não encontramos nenhuma “Lei da Dor”.  Se Jesus expressou “Bem
Aventurados os Aflitos”, não tratava a dor como alvo.  Se assim fosse, teríamos evoluídos e não haveria guerras”.  

VIRTUDE -  De acordo com Sérgio Lopes, a dor não é fundamento, mas instrumento.  “Existem problemas e situações.  Pra a questão de saúde, uma medicação.  Pra os males financeiros, apesar contingências políticas, o trabalho.  Para tais problemas, as soluções dependem de nós.  Muitos terceirizam, acreditam que o Centro Espírita possa resolver.  Sofremos quando terceirizamos soluções.  Queremos culpados, e nos consideramos vítimas.  Outro tipo de sofrimento, no entanto, como disse Jesus Cristo, isto é, “Bem Aventurados os Aflitos”, não se refere aquele que está submisso e acomodado.  Mas algo alheio a nossa vontade. Como exemplo, Raul Teixeira.
O AVC, situação imposta pela vida.  Muitos especulam, considerando que deve ser algo pendente de outra vida. Então dor e expiação.  Ora, se nem sei da minha vida, vou saber sobre o Raul.  Talvez fosse comigo e estivesse num quarto.  Mas ele veio aqui, reencontrar os amigos.  Se já hão há a palestra retumbante, demonstra através do fato vivenciado em si mesmo.  A Doutrina Espírita é do presente, futuro, construindo gigantes na experiência de crescimento.  Raul fala da paciência, e escolheu não sofrer.  Não mergulhou na autocomiseração, mas busca o melhor dentro dessa nova perspectiva.  Nosso dever é buscar a felicidade.  Deus ajuda de dentro, como elemento de propulsão interior.

Fonte: Por Carlos Cogoy – Professor, Jornalista e Editor de Cultura do Jornal Diário da Manhã.
Fotos: Equipe ACOM

Publicado no Jornal Diário da Manhã – Pelotas/RS, em 25 de Abril de 2017. 

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