Conhecemos toda sabedoria da máxima “conhece-te a ti mesmo”. Então, interrogando a nossa consciência, ao final de cada dia, passando em revista o que fizemos e o que faltou fazer ou qual motivo teria alguém de se queixar de nós, eis a chave do progresso individual: o auto conhecimento.

O ensino dos Espíritos é eminentemente cristão; apóia-se na imortalidade da alma, nas penas e recompensas futuras, na justiça de Deus, no livre-arbítrio do homem, na moral do Cristo. Demonstrando a existência e a imortalidade da alma, o Espiritismo reaviva a fé no futuro, levanta os ânimos abatidos, faz suportar com resignação as vicissitudes da vida.

Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas. O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.


 

 

Sociedade União e Instrução Espírita

Rua XV de Novembro, 461
CENTRO
Pelotas - RS

fotoCasa

HORARIOS

Segunda 14h30
Terça 18h00, 20h30
Quinta 14h30, 20h30 

Fundada em 29 de dezembro de 1901
Pesquisa baseada no livro Historia do Espiritismo em Pelotas de Lauro Enderle e Revista do Centenário.

 

Para historiarmos a fundação da Sociedade União e Instrução Espírita, a mais antiga entidade de Pelotas e do interior, e a segunda fundada no Rio Grande do Sul, precisamos retroceder um pouco ao passado. Para tanto vamos nos valer da obra A Cidade de Pelotas, do ilustre historiador pelotense Fernando Luis Osório, 1ª edição publicada em 1922, que afirma o seguinte: A fundação do primeiro grupo espírita de Pelotas data de 19 de setembro de 1897, que recebeu o nome de Amor a Deus, sendo seus fundadores Francisco Joaquim Ferreira, Antônio Luiz Machado e José Joaquim de Almeida, funcionando no prédio da rua Santa Bárbara, 108 (hoje Marechal Deodoro). Fundaram-se outros grupos ainda antes do fim do século: o Deus, Amor e Caridade, na rua Félix da Cunha, 133, presidido por Antero M. Marques; o Fé e Caridade, na sede do Amor a Deus, presidido pelo capitão Ovídio Batista de Oliveira; o Dos Humildes, na rua Barroso, 27, presidido por João Batista de Oliveira; o Amor, Deus e Caridade, na rua São Miguel, 58 (hoje Quinze de Novembro), presidido por Eduardo Alberto Fróes; e o São Marcos, Amor e Paciência, na rua Riachuelo, 10 (hoje Lobo da Costa), presidido por Narciso Clara.

" Aí estão, portanto, os seis grupos espíritas existentes em Pelotas em fins do século passado. Eram, na verdade, pequenos grupos, 20 anos após a estada dos dois espanhóis médiuns que anotamos antes.

Esses grupos,tiveram vida efêmera, em razão de histórica decisão por todos tomada, resolveram fazer uma fusão entre si, reunindo  os principais elementos, aqueles mais esclarecidos da doutrina, numa única e grande sociedade, visando à maior divulgação do Espiritismo em nossa cidade e unindo-os num mesmo ideal cristão de amor ao próximo, daí, então, surgiu o nome da nova instituição espírita: Sociedade  União e Instrução Espírita, fundada em 29 de dezembro de l901, um domingo, cessando os trabalhos dos grupos então existentes.

A entidade foi fundada no próprio lar de um dos principais fundadores, de Eduardo Alberto Fróes, mas a iniciativa foi do confrade Francisco Joaquim Ferreira.

A casa ficava na rua Andrade Neves, 426 (antigo). hoje número 1146.

A primeira diretoria teve como presidente, Eduardo Alberto Fróes,  Foram ainda fundadores os confrades Francisco Joaquim Ferreira, Alberto Abadie, Alfredo Maia Bastos, Francisco José de Souza Bravo, Manoel Otaviano Meirelles e Dario Nunes Batista, que formaram a primeira diretoria da entidade. Esses irmãos da velha guarda são considerados pioneiros do Espiritismo em Pelotas. No princípio de 1902, foi adquirida pela novel sociedade uma casa na rua Tiradentes, 415 (antigo). hoje com o número 2247. Ali funcionou durante 20 anos, até 1921, onde mantinha inclusive uma Escola Primária gratuita para crianças pobres, sob a direção do professor Eduardo Alberto Fróes, presidente da instituição, dali, a entidade mudou-se para a rua Quinze de Novembro, 461, onde está até hoje, modernamente instalada, depois de uma reforma geral da frente aos fundos, em 1975, quando presidente este historiador, cuja conclusão das obras levou oito meses, ficando interrompidos os trabalhos espirituais da casa de maio a dezembro daquele ano. Posteriormente houve muitos melhoramentos levados a efeito por outros presidentes. Esse importante imóvel foi uma valiosa doação da sra. Maria da Conceição Barbosa Dias, dama espírita de elevadas virtudes cristãs, que também doaria o prédio do atual Orfanato Espírita Dona Conceição. A casa da rua Tiradentes, que ficara alugada por muitos anos, foi vendida em 1951, a fim de fazer frente a uma reforma parcial da sede atual. Preside a entidade neste ano de 1984 o dinâmico irmão Edi José Ribeiro Nascente.

Seus trabalhos são realizados à tarde e à noite, durante a semana. A casa mantém uma Juventude Espírita funcionando aos sábados à tarde, integrada por grande número de jovens de ambos os sexos.

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Prédio histórico. Foto atual da velha e centenária casa da rua Tiradentes, 415 (antigo), hoje com o número 2247, onde funcionou cerca de 20 anos (de 1902 a 1921), a Sociedade União, a primeira enti¬dade espírita de Pelo tas a possuir sede própria. Ali depois esteve esta¬belecida durante muitos anos uma loja de fazendas, cujo nome pode ainda ser lido na frente do prédio.

Esta casa, pela sua antigüidade, é considerada pelos espíritas pelotenses como a sala de visitas do movimento espírita de Pelotas, local em que se fizeram e se fazem ouvir os mais destacados oradores espíritas do Brasil, em razão de estar situada bem no centro da cidade. Em novembro de 1925, a Sessão do Fróes, como é conhecida até hoje pelo povo, recebeu a honrosa visita do grande médium de curas professor Mozart Dias Teixeira, famoso na época, tendo percorrido quase todo o país fazendo curas extraordinárias. Era paulista, tendo desencarnado há muitos anos em São Paulo. Um casal que não pode ser esquecido e que muito fez pela entidade é Jeremias Fróes e Virgínia Taveira Fróes, Dona Nena, Jeremias Fróes, 

Prédio histórico. Foto atual da velha e centenária casa da rua Tiradentes, 415 (antigo), hoje com o número 2247, onde funcionou cerca de 20 anos (de 1902 a 1921), a Sociedade União, a primeira enti¬dade espírita de Pelo tas a possuir sede própria. Ali depois esteve esta¬belecida durante muitos anos uma loja de fazendas, cujo nome pode ainda ser lido na frente do prédio.

Sociedade União e Instrução Espírita, é filiada, à Liga Espírita e à Federação Espírita do Rio Grande do Sul. É uma das 10 Sociedades Espíritas mais antigas do Brasil, conforme estatística recente.

A União foi a primeira entidade espírita de Pelotas devidamente organizada, com personalidade jurídica, cujos estatutos foram confeccionados e registrados no ano de 1904, possuindo a casa, em seus arquivos, um bem conservado exemplar encadernado.
É considerada de Utilidade Pública Municipal, pela Lei de quatro de janeiro de 1973, sob o nº 2.035.  dezembro, data de aniversário da entidade, é realizada uma farta distribuição de gêneros alimentícios às pessoas carentes. 

O CentenárioNo ano de 2001 – foi comemorado o Centenário sonho acalentado há longo tempo, por acreditar ser fato inédito uma Casa Espírita se evidenciar por atravessar um século de serviços prestados na base do amor ao próximo, com dignidade, respeito e responsabilidade.

O “slogan” foi criado por Luis Carlos Viana.

O Hino do Centenário foi psicografado por Ligia oliveira Barum.

Revista do Centenário - Lay out e editoração eletrônica - Edi Ribeiro Nascente e Patrícia da Silva Nascente.

Jornalista Responsável – Patrícia da Silva Nascente(reg.9756) 
Revisão Rogério Nascente
Colaboradores: Carlos Kunde Filho, Denise Schafranski Soares, Edi José Ribeiro Nascente, Jair Heidrich Fliegel, Liga Espírita Pelotense, Ligia Barum, Marlene Camarão Nunes e Rosane Pereira Nunes.Pesquisa – Edi José Ribeiro Nascente

Palestras comemorativas ao Centenário

JOSÉ RAUL TEIXEIRA -  27 de outubro de 2001, no Teatro Guarany, destinada ao público em geral;

DIVALDO PEREIRA FRANCO – 29 DE DEZEMBRO DE 2001, NO Teatro Guarany, direcionada, prioritariamente, aos trabalhadores da Instituição Centenária. 

Presidiram  a Instituição os ilustres cidadãos:

  • Eduardo Alberto Fróes
  • Francisco Joaquim Ferreira
  • José Brizolara da Silva
  • Alfredo Maia Bastos
  • Hormínio Francisco Lopes
  • Leonardo Brasil Collares
  • Lauro de Moura e Cunh
  • aViterbo RosaLeon Kleimann
  • Jaime Pinto da Silva
  • Manoel Martins Moreira
  • Ruy Ferreira Cardoso
  • Adalberto Manfrim de Ávila
  • Altivo Ferreira
  • Fernando Baptista Candiota
  • Dirceu da Silva Passos
  • Lauro Enderle
  • Francisco Octávio Donato
  • Gesner Correia Azevedo
  • José Maria Saraiva de Oliveira
  • Milton Rodrigues Barum
  • Lígia Oliveira Barum
  • Edi José Ribeiro Nascente
  • Bonafides Valente Almeida
  • Roberto Lapuente da Rosa
  • Vera Terezinha Postal Bilhalva
  • Jair Heidrich Fliegel

 



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